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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Rumores

Nem que eu repetisse desordenadamente
Ou que eu fingisse sempre e sempre
Me engano os mesmo erros
Choro às mesmas luas
Nem se eu me calasse internamente
Ou que eu não escutasse meus gritos sussurrando de novo e de novo
Me sinto os mesmos toques
Cedo às mesmas ilusões
Nem que eu ignorasse controladamente
Ou que eu não perdoasse seus perdões nunca e nunca
Me entrego aos mesmos sons
Calo às mesmas dúvidas
Cansei de não fugir, fingir machuca.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Perdas

Em um dia típico de outono o raio de sol chega assim desavisado, não tem lugar pra ele.
É do tipo inevitável, nem se preocupa se você quer sentir o frio.
Toca e pronto.
E de repente o frio passa e o calor do sol ganha seu espaço, sua pele. Domina.
Mas sempre vai, sempre ele que vai.
Pra quem fica, causa tons saudosos à luz da Lua.
Admiro raios de sol.
Não sou ele não, sou aquele friozinho que dá pra escapar com um casaco e capuz.
Aquele que avisa: Ei, vou esfriar mais agora ... se agasalhe !
Analiso minha própria temperatura e sou sempre noticiado nas previsões do tempo
e eu mesmo que me anuncio: Vou chegar dia 10, quero causar faltas de ar e palpitações.
Friozinho pretensioso que sou. Mas assim que passo, me arrependo de não ter causado arrepios.
É que nem chego a encostar não, sou um friozinho distante ... nem brisa chego a ser.
Nem sei como derrubar as folhas amarelas.
Porque sou insegura demais pra ser ventania.