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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Fugir do abrigo

Quem sabe há de vir um dia em que meu peito se abrirá.
E virá a certeza dos incertos momentos que seus olhos riscam em mim.
Não me arrisco mais, meu pessimismo aparece depois da ilusão.
Me quebro, parto, reparo.
Penso mais vezes e no desconsolo me encontro de novo com a tristeza servil.
Seu toque é terno e na doçura dos meus pensamentos impróprios eu me causo a dor.
Eu não saio de mim, e já não me basto.
Quero mais, quero passear meus dias bonitos fora de mim.
Levar seus beijos para acariciar minha vontade de concretude.
Quero acordar segura, só sua presença me bastando para acreditar no que você não diz.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Perdas

Em um dia típico de outono o raio de sol chega assim desavisado, não tem lugar pra ele.
É do tipo inevitável, nem se preocupa se você quer sentir o frio.
Toca e pronto.
E de repente o frio passa e o calor do sol ganha seu espaço, sua pele. Domina.
Mas sempre vai, sempre ele que vai.
Pra quem fica, causa tons saudosos à luz da Lua.
Admiro raios de sol.
Não sou ele não, sou aquele friozinho que dá pra escapar com um casaco e capuz.
Aquele que avisa: Ei, vou esfriar mais agora ... se agasalhe !
Analiso minha própria temperatura e sou sempre noticiado nas previsões do tempo
e eu mesmo que me anuncio: Vou chegar dia 10, quero causar faltas de ar e palpitações.
Friozinho pretensioso que sou. Mas assim que passo, me arrependo de não ter causado arrepios.
É que nem chego a encostar não, sou um friozinho distante ... nem brisa chego a ser.
Nem sei como derrubar as folhas amarelas.
Porque sou insegura demais pra ser ventania.