quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Da senda que percorri
Quantos cortes ainda vamos sangrar?
Agora que a lucidez é viva, te enxergo mais, mas não te salvo.
Meus ímpetos que te doem, minhas mãos que não te alcançam, minhas palavras que não falam.
A embriaguez não suporta o dia seguinte.
Deixamos a porta entreaberta ou a paixão escapa pelas fendas?
Ouço seu pranto bem perto das minhas lembranças.
Fincando os pés no agora, sou impulsos destrutivos e calor.
Quero matar a sede e não dou conta de beber.
Agora que a lucidez é viva, te enxergo mais, mas não te salvo.
Meus ímpetos que te doem, minhas mãos que não te alcançam, minhas palavras que não falam.
A embriaguez não suporta o dia seguinte.
Deixamos a porta entreaberta ou a paixão escapa pelas fendas?
Ouço seu pranto bem perto das minhas lembranças.
Fincando os pés no agora, sou impulsos destrutivos e calor.
Quero matar a sede e não dou conta de beber.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Disparando
Desastradamente acaricio suas dores.
E me reconheço em seu olhar triste que foge.
Tento,
também fugidia,
desvendar o que aflige esse teu peito que se expande.
De repente possa ser um sorriso.
De repente possa ser o que se dispara.
De repente possa ser o que se dispara.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Os pés pelas mãos. Quando dou por mim já sou emoções incontroláveis Respiro. Excesso de condescendência. Me culpo e me perdoo. Queria que você pudesse ouvir meus gritos internos. Sinto uma espécie de febre de dentro pra fora. Eu rejeito as ideias de possibilidades que possam te ferir. Mas da febre ao sobressalto eu me perco. Tem uma melancolia em meus relatos. Sinto, muitas vezes, que não sei tanto de mim. Sei das miudezas, mas nada sei desses ataques súbitos.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Ir
Sou covarde, me desprotege agora porque não posso fazê-lo. Dos gritos internos transbordo. Socorro. Amplifico as dores das lembranças como veneno, oníricas. Velando meu corpo vivo como se estivesse no fim, sem saída. Quero ir embora para poder ser expansão e nudez. Permito que me negue, que me apague, que me sofra, que me lacrimege. Permaneço. Contando os sonhos que ainda faltam. Socorro. Eu grito não. Ferida sou discreta, outrora sou crua, não grito. Sou covarde, rasgo cartas que nunca escrevi. Falo de mim, sua cria, que não conhece, que não conheço. A que não sou. Socorro. Quando sonho com o mar revolto me dá medo. Vou partir, te desamparo, tal qual me recordo. Te peço que me solte como quando me esquecia, vingança. Socorro.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
"Eu faço tudo por você"
A calma da cama quente me parece refúgio. Olhar para as paredes úmidas e sentir o vento gelado que vem da janela me faz perceber o presente. Para me sentir e constatar que não sou aquela parede que vejo, tampouco sou o gelado do vento. Sou quente quase cama,e refúgio de mim também. E o agora se distancia quando devaneio. Desarmada me dói tua amargura, me dói o peso das suas feridas em mim. Escuto e desespero. Desespero que não grita socorro, não expando meus impulsos, nem alegrias, porque sou a que cede para que suas palavras duras não sequestrem minha paz. Permaneço quieta, constante e presente. Sou a querida imperfeita, o brinquedo favorito que quebrou, a roupa bonita que não cabe mais. Permaneço silêncio e tantas vezes angústia. Porque sou a que cala e atende. Abraço seu desamparo e minhas ideologias choram. Eu grito todo dia antes de dormir e tenho medo, um medo brando, um sono bálsamo. É de cuidado e crueldade. É amor gigante que sufoca, prende e cega. É seu cafuné e decepção. É um perdão que peço assim em palavras pra desabotoar o que aflige o peito.
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