quinta-feira, 9 de junho de 2011

Fugir do abrigo

Quem sabe há de vir um dia em que meu peito se abrirá.
E virá a certeza dos incertos momentos que seus olhos riscam em mim.
Não me arrisco mais, meu pessimismo aparece depois da ilusão.
Me quebro, parto, reparo.
Penso mais vezes e no desconsolo me encontro de novo com a tristeza servil.
Seu toque é terno e na doçura dos meus pensamentos impróprios eu me causo a dor.
Eu não saio de mim, e já não me basto.
Quero mais, quero passear meus dias bonitos fora de mim.
Levar seus beijos para acariciar minha vontade de concretude.
Quero acordar segura, só sua presença me bastando para acreditar no que você não diz.

domingo, 22 de maio de 2011

Ilusão

Minha covardia encontrou o silêncio.
Cansei, como sempre faço.
A mentira.
Diante da admiração
da alegria que invade
da tristeza que desampara e é poesia.
É uma cisma leviana.
Me encanto ... me desencanto.
Queria correr em disparate.
Fugir em desatino.

sábado, 14 de maio de 2011

Pra mim

Chorei ao te ouvir.
Um conforto desconfortável.
Achei lindo, uma poesia simples.
Seu contar sincero cheio de confissões.
Seu gostar me encantou.
Por horas.
Me conta mais do teu silêncio.
Me cala e fim.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Rascunho

- Ei, pega pra você.
- Não, é seu, é melhor ...
- Eu tô lhe dando, menina, pega ...
- Eu não sei, acho que não quero.
- Então por que ... Pensei que você ... sei lá.
- Desculpa.
- Não.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A vida

Se eu pudesse abraçar um instante,
abraçaria constante,
inconstante abraçaria.
Inseguro são seus toques,
atraindo os meus dedos
me traindo, seguro.
Meus poros respondem os seus
e não poderiam.
Seus poros enganam os meus
e só de poder iam.
O olhar distante diz
e me engano tanto.
Toda sua pele me acaricia de longe,
carência de longe.
Carência de você, indevida.