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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A garça


Ficou ali parada
Admirando todo o horizonte
Criando metáforas e devaneios flutuantes.
Explorando os barcos interiores.
Como se o que estivesse vendo ali fora
pudesse mudar tudo o que estava ali dentro.
Respirou fundo algumas vezes.
Se acreditasse em mudanças repentinas
diria que naquele momento em que a garça se foi
sua dor voou junto pelos ares.

sábado, 14 de maio de 2011

Pra mim

Chorei ao te ouvir.
Um conforto desconfortável.
Achei lindo, uma poesia simples.
Seu contar sincero cheio de confissões.
Seu gostar me encantou.
Por horas.
Me conta mais do teu silêncio.
Me cala e fim.

terça-feira, 1 de junho de 2010

... e viveu.

Certa vez ela acordou chorando de saudade do sonho que teve. Tudo que guardava pra ela era mais bonito, o sonho era mais bonito, o toque era mais bonito. Até mesmo as palavras do desabafo acabavam com a magia, as limitações das palavras e as previsões erradas era o que doia.
Sempre gostou de não possuir tocando, de beijar não beijando e foi então que de repente ela sentiu vontade ... Uma vontade que apertava seu peito quando ela achava que a imaginação bastava. Achou-se mudada e então tocou, e então cedeu, e então viveu ... e não foi como das outras vezes que se arrependera, foi um sorriso que não conseguia guardar. Era como se ela tivesse vencido, era uma vida ... e viveu. Mas o problema da vida é que se acaba, cessa. E sempre foi isso o que temia ... a morte, o fim, o depois e mais ... o outro. Sempre gostou de se bastar, era ela e suas teorias, ela e suas fantasias ... acha que nunca aprendeu a se amar, não era o amor que fazia ela se bastar, era a ausência dele.