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sexta-feira, 15 de abril de 2011

A vida

Se eu pudesse abraçar um instante,
abraçaria constante,
inconstante abraçaria.
Inseguro são seus toques,
atraindo os meus dedos
me traindo, seguro.
Meus poros respondem os seus
e não poderiam.
Seus poros enganam os meus
e só de poder iam.
O olhar distante diz
e me engano tanto.
Toda sua pele me acaricia de longe,
carência de longe.
Carência de você, indevida.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Dias tão escuros.

Aos poucos e tão rápido.
Como o sorriso que havia ainda ontem, ainda antes.
Como se a minha mão quisesse se prender
em qualquer coisa, em muitas outras, naquela.
Nem me lembro o dia que ela cobriu meu rosto. Dias tão escuros.
A claridade alegra, invade, insiste.
Passos largos ao oposto da luz.
Abraçar as pernas, sentar no chão, rosto molhado.
Pensamentos soltos sem pretensão, sem pressa.
A urgência de entender tantas palavras e tão grandes sentimentos.
Previsão inútil e teorias vazias.
Necessidade passa ?

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Volátil

- O que você acha?
(Pausa)
- [Suspiro] Carência, menina.
- Defina carência.
- Pele, fome de gente, dúvidas ... Você, sem controle.
- Não ... É só minha dependencia dos sonhos, carência é mais como realidade, não é ?
- Menina, a carência é que tá te fazendo ficar pé no chão e cabeça nos ares. Essa agonia toda ... essa sede de imaginar, esse medo do presente. Isso passa.