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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Controle absoluto

Sentiu tão forte aquelas palavras que talvez não se recuperasse como achava que poderia.
Se enganava tão cuidadosamente que quando se via contrariada já não sabia mais qual era o sentimento sincero.
Todos sentimentos são sinceros. - Repetia para si mesma, outra vez se convencendo do que deveria sentir.
Nem todo domínio era verdadeiro. Não se protegia da dor ...
não se protegia ou só se protegia.
Ela precisava se possuir. Ser dela, toda. E por inteiro saber dela, de tudo.
Controle absoluto.
Mas às vezes era tão triste que se permitia ser livre por raros momentos de euforia.
Ela - que tanto procurava a liberdade - tão presa era, de si.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Volátil

- O que você acha?
(Pausa)
- [Suspiro] Carência, menina.
- Defina carência.
- Pele, fome de gente, dúvidas ... Você, sem controle.
- Não ... É só minha dependencia dos sonhos, carência é mais como realidade, não é ?
- Menina, a carência é que tá te fazendo ficar pé no chão e cabeça nos ares. Essa agonia toda ... essa sede de imaginar, esse medo do presente. Isso passa.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Equilíbrio


Sentiu também que já não sentia mais o sentimento.
Aquele sentimento que pensou.
Um bom sentir, uma lembrança boa.
Voa livre. É assim que é.
Que de tão bonito dói uma dor mansa.
Um costume de dor, um sentir maduro.
É de paz e novo.
Num suspiro saudoso, encontra.
E todas as palavras não cabem, se confundem.
É compreensão, é como liberdade.