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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Dias tão escuros.

Aos poucos e tão rápido.
Como o sorriso que havia ainda ontem, ainda antes.
Como se a minha mão quisesse se prender
em qualquer coisa, em muitas outras, naquela.
Nem me lembro o dia que ela cobriu meu rosto. Dias tão escuros.
A claridade alegra, invade, insiste.
Passos largos ao oposto da luz.
Abraçar as pernas, sentar no chão, rosto molhado.
Pensamentos soltos sem pretensão, sem pressa.
A urgência de entender tantas palavras e tão grandes sentimentos.
Previsão inútil e teorias vazias.
Necessidade passa ?

terça-feira, 8 de junho de 2010

Mas a saudade

É que eu sinto saudades do brilho dos seus olhos e
do encanto que tinha por mim.
Do segredo disfarçado e culpado pelas insônias.
Dos presentes - surpresa.
As horas passando ...
Furtivos encontros.
É na saudade que vejo o quanto era bom notar seus olhos parados na minha direção.
E sua risada sem graça dos seus devaneios proibidos.
É que eu sinto saudade desse tempo.
Do tempo que nasceu a canção
Que me parecia tão mútuo ...
tão meu.
É que eu sou de inseguranças mesmo,
e agora vejo seus olhos já cansados.
Um respeito pelo que passou.
Aquela amizade sem paixão.
Já não espero muito de mim,
nunca soube te conquistar
É que tenho medo da sedução,
do talvez.
É que eu sempre tive medo.
Mas a saudade...