quinta-feira, 23 de julho de 2009
Aline no país das maravilhas
Mãos. Elas tremem. Nem controlo mais, nem me atrevo mais. O que deveria ser perfeito é pra ser perfeito, mesmo que o tempo se atreva a manipular. Ele sabe o que quer, o tempo. E eu saberia mais se o mundo não me manipulasse dessa forma. Meu jeito de cortar o cabelo deveria estar na moda, pra combinar com meu vestido. Isso é tão moderno ! Minhas modernices são antigas, meu mundo é diferente do real. É tão platônico aqui ! Consegue ver ? Prefiro distante, distante de mim. Me pertencendo ainda, mas livre, mais meu. Sei lá, apenas sinto. E as palavras nascem assim meio desequilibradas, meio perdidas em mim. Junto aquelas que chegam mais próximas do que quero transmitir. Desajustei os ajustes da minha mente, me permito além. Não se sabe o que sei, o que sabes eu sei. Saberemos ainda que não seja o último, sentiremos ainda que não seja longe. O que é perto eu quebrei.
sábado, 4 de julho de 2009
Apenas aquela.
Você é apenas aquela que não se pode esquecer !
Aquela que quando entristece leva junto meu penar.
E é tanto que me entende.
E é tanto que se sente, que posso chamá-la de aquela irmã.
Aquela que quando entristece leva junto meu penar.
E é tanto que me entende.
E é tanto que se sente, que posso chamá-la de aquela irmã.
sábado, 30 de maio de 2009
Sem dom
Sobrou um sorriso.
Faltou mais alma.
Sinto menos medo.
Mas a insegurança tomou conta de mim.
O que me domina, jamais me dominou.
Queria de volta a liberdade.
O poder do meu controle.
Nasci sem dom.
Faltou mais alma.
Sinto menos medo.
Mas a insegurança tomou conta de mim.
O que me domina, jamais me dominou.
Queria de volta a liberdade.
O poder do meu controle.
Nasci sem dom.
Errei no tom.
sábado, 16 de maio de 2009
Um tímido rapaz
Calado de um modo irritantemente charmoso.
Você foi um mistério pra mim.
Nas suas meias palavras imaginei declarações sem sentido.
Me declarei com palavras inteiras.
Me enganei e esperei.
A atitude foi o que faltou, até de minha parte.
Não houve enganos.
Houve incerteza e meus medos infantis.
Queria ouvir de novo a risada discreta
e ver o sorriso gentil de um tímido rapaz
que roubou meus olhares e que me inspirou tempos atrás.
Me venci, me perdi.
Senti algo aqui dentro.
Uma falta .
Uma qualquer.
O ego.
Um tiro cego.
E te acertou.
Mirei por maldade,
por vaidade, talvez.
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