asa quebrada
do devir que vaga, que voa, quiçá.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
A fuga é minha fuga
A fuga não é minha vontade.
É meu instinto
E mais,
É minha fuga.
Não sou do tipo amável.
Sou por parcelas sutis,
Por paciência
E cegueira.
Não creio.
Nem mesmo quando eu vejo,
ou toco,
ou sinto.
Sou sem fé, também.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Entendi.
E a generosidade me dói vagarosamente.
Te conhecer dói mais.
Vai além.
Perceber o que não se percebe,
e eu percebi.
Nunca fui de positividades.
Provas nas sutilezas.
Entendi.
Assim, a ilusão é nula.
E engulo a realidade
junto com o salgado
das águas que invadem meus lábios.
Finito.
É de dor
o tempo
Que me paralisa
por medo do finito.
E é meu seguro todo aquele tempo.
Minha vantagem e risco.
E é ele que me trai.
Ela sabe usá-lo com
maestria
.
Sabe. E isso basta.
Só precisou de uma dose para te
dopar
.
E eu só querendo a culpa de uma pequena parte
de sua embriaguez.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Mas por que isso nos toma ?
Logo eu
que sempre me orgulhei
de mostrar um coração recolhido
um tanto tímido
e gelado.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Lamentável liberdade
Lamentável
Que eu não possua a tal impulsividade
Que eu me limite
E mais e tanto
Que eu não me permita
E que (ainda) me satisfaça
Com pensamentos solitários acompanhados
E solitárias companhias do meu pensamento.
A razão vestida
E eu despida.
O sentimento tão sentido
No seu olhar
E eu tão entregue à minha utópica liberdade.
Lamentável liberdade
Que me impede de voar.
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