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domingo, 24 de julho de 2011

Tão perto

Você sempre me deixa um gosto doce
que vai amargando com a distância que você me impõe.
Uma liberdade recíproca.
Fico aqui sentindo a ausência do calor dos seus segredos.
Em breve eu me enfeitiço.
A rotina fria consome minha quietude.
Eu não te consumo mais.
E sem culpados, sem desculpas
eu permito e você me retém.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Entendi.

E a generosidade me dói vagarosamente.
Te conhecer dói mais.
Vai além.
Perceber o que não se percebe,
e eu percebi.
Nunca fui de positividades.
Provas nas sutilezas.
Entendi.
Assim, a ilusão é nula.
E engulo a realidade
junto com o salgado
das águas que invadem meus lábios.